Nem sempre a simpatia une as pessoas, e isso sempre é um fator
conflitante nas relações humanas, e quando isso ocorre no ambiente de trabalho,
objeto deste artigo, se torna muito grave pela quase obrigatoriedade de convivência
diária, em que a cordialidade deve ser mantida, o relacionamento entre a equipe
e o seu responsável deve caminhar bem para que não comprometa o resultado do
trabalho.
Importante é saber que tais ranhuras no relacionamento, com um
determinado integrante da equipe podem ser amenizadas, quando não resolvidas.
Gestores necessitam motivar suas equipes e profissionais e mesmo
aqueles com os quais não se afinam podem adotar uma postura receptiva para que
o desafeto não prejudique ou comprometa o resultado do trabalho ou o trabalho
em equipe e para isso deve tomar algumas atitudes.
Pensar antes de Agir: Normalmente, aquilo que nos incomoda diz
mais a respeito de nós mesmo do que a respeito do outro. O primeiro olhar é
para si mesmo.
Assim o gestor deve perguntar para si mesmo se o seu comportamento é
que está gerando aquela situação ou se é possível uma outra atitude que possa
contornar/resolver aquele sentimento de desconforto. Sábias são as palavras que
nos aconselham a aguardar pelo menos algumas horas ou deixar para o outro dia
as soluções que comprometam a equipe.
Passe mais tempo com a pessoa: Esse tempo carrega em si a oportunidade de
conhecer melhor a pessoa integrante de sua equipe. Uma das maneiras mais
eficientes são os convites para um almoço ou um café. Se o sentimento for de
grande desconforto, ou se sentir que é artificial convide mais uma pessoa, isso
ameniza o desconforto. Compreenda que muitas vezes o desconforto gerado pode
ser causado por traços de personalidade como a timidez, medo ou insegurança, e
a proximidade pode fazer que compreenda as atitudes ou hábitos.
Saiba da biografia dessa
pessoa: Não mais importante
que conhecer os pontos fortes e fracos da equipe, importante é conhecer a
biografia dos integrantes da equipe, seus sonhos, suas expectativas, as percepções
da vida e seus anseios.
Lembre-se que o sentimento de pertencimento é uma necessidade de todos
nós, todas as pessoas tem essa necessidade de sentir o pertencer ao grupo em
que está inserido. Esse sentimento une a equipe em torno do objetivo e dá um
sentimento de valor e reconhecimento que expande em todos os níveis sejam
pessoais ou profissionais.
Objetividade/Assertividade: Independente do porquê sentir-se
desconfortável com um integrante da equipe é importante que nunca avance a
linha da relação pessoal. Converse objetivamente com o integrante da equipe que
lhe causa o desconforto, expondo os motivos do desconforto e também o
esclarecendo sobre as expectativas a seu respeito, saber o que se espera de nós
é muito importante, pois muitas vezes as dúvidas são os impeditivos para que
sejam gerados os resultados. O feedback é um instrumento de grande valia quando
queremos alcançar a excelência.
Ameaças? Nem pensar: Cuide para que o tom de voz seja agregador
de valor e não de crítica. Atitudes ameaçadoras comprometem o trabalho em
equipe e interferem nas ações dos demais integrantes da equipe.
Positividade: Ser positivo não significa ignorar
deficiências, mas sim enfrentá-las com energia motivadora, significa reconhecer
as contribuições de cada integrante da equipe, independente do sentimento de
desconforto, trata-se de racionalizar os resultados e mensurá-los.
A questão deve ser enfrentada: Imaturidade é o não enfrentamento de uma
questão que necessita de solução e se essa questão está relacionada com o
desconforto causado por um integrante da equipe há que ser enfrentada
considerando-se a pessoa e todos os pontos acima mencionados.
Bom, também, é desenvolver no caso a empatia, que é a
qualidade/habilidade de sentir o outro e sentir-se na relação profissional.
Também, deve ter em si a certeza de que a falta de iniciativa com
relação à questão pode ser entendida como falta de iniciativa, insegurança,
falta de habilidade e até desinteresse.
Importa deixar claro que para tudo há solução e as soluções devem ser
buscadas dentro da própria equipe e que quando alguém se predispõe na busca de
soluções estas surgem, que a receptividade, a empatia, o compartilhamento e a
cordialidade são qualidades indispensáveis para o deslinde de qualquer situação
seja na esfera profissional ou pessoal.
O coaching é um processo que através de ferramentas e perguntas
poderosas podem ajudar a desenvolver equipes coesas e comprometidas uns com os
outros na busca do objetivo e resultados que a empresa estabelece em sua missão.
Olinda Caetano Garcia
Coach e Palestrante

Nenhum comentário:
Postar um comentário